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Varas empresariais do Rio de Janeiro concentram ações sobre arbitragem PDF Imprimir E-mail
Numa iniciativa pioneira, a Justiça do Estado do Rio de Janeiro concentrou a distribuição de processos relacionados ao tema arbitragem em sete varas da primeira instância. Desde julho, as ações sobre o assunto são automaticamente encaminhadas para os juízes das varas empresariais do Estado, que já cuidam de questões societárias e recuperação de empresas, por exemplo.

A medida foi autorizada pela resolução nº 20 do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) e resulta de uma "negociação" iniciada em 2006 por magistrados da Corte, advogados e a seccional da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio (OAB-RJ).

A "especialização" das varas foi bem-recebida tanto por advogados que trabalham na área, quanto por magistrados. Pedro Batista Martins, advogado que participou das conversas com o tribunal e titular do escritório que leva seu nome, afirma que a medida traz inúmeros benefícios, pois permite a criação de uma jurisprudência sobre o tema e maior segurança jurídica. Segundo ele, o Rio é o primeiro Estado do país a ter varas especializadas em arbitragem. Temas como anulação de procedimentos arbitrais ou execução de sentenças serão julgados por juízes especializados na área.

O advogado Rodrigo Garcia da Fonseca, sócio do escritório Wald Associados, e vice-presidente da Comissão de Arbitragem da OAB-RJ, afirma que a concentração do tema em sete varas traz maior previsibilidade e segurança para quem atua na área. Para a conselheira da OAB-RJ e sócia do escritório Trench, Rossi Watanabe, Adriana Astuto, "os magistrados estarão familiarizados com as peculiaridades da arbitragem, o que facilita a 'evolução' do assunto no Judiciário".

O juiz Luiz Roberto Ayoub, da 1ª Vara Empresarial do Rio, magistrado que participou do projeto para especialização das varas, afirma que uma das consequências da medida será a maior rapidez na análise das demandas sobre o tema.

 
Fonte: Valor Econômico
 
Arbitragem crescerá 10% ao ano, mas ainda gera polêmica PDF Imprimir E-mail
Após a regulamentação da Lei de Arbitragem e Mediação (Lei nº 9.307/1996), os métodos de resolução extrajudiciais (como a arbitragem, mediação e conciliação) estão substituindo gradativamente o Judiciário para a resolução dos conflitos, envolvendo tanto pessoas físicas quanto jurídicas. A perspectiva da presidente do Conselho Nacional das Instituições de Mediação e Arbitragem (Conima), Ana Lúcia Pereira, é que a procura por estes métodos sejam contínuos e acredita que o crescimento chegue a 10% ao ano. "A arbitragem é informal e não está sujeita aos rigores do processo civil. Por outro lado, o árbitro tem contato com as partes e mais tempo para resolver o caso", garantiu o desembargador federal do trabalho e professor titular de Direito do Trabalho da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Antônio Álvares da Silva, em entrevista exclusiva ao DCI. Segundo ele, o árbitro pode tratar do caso com mais eficiência, personalidade e individualidade do que os juízes, que presidem julgamentos em série. Para o desembargador, a escolha da arbitragem tem uma causa principal e determinante que difere da Justiça comum. "O fator que influencia a escolha entre arbitragem e a justiça é o tempo. Porque na arbitragem o tempo é necessariamente curto, e no Judiciário ele é necessariamente longo". Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), um caso no Judiciário pode demorar até mais de dez anos para ser solucionado.

Silva ressaltou que a "tendência no mundo contemporâneo é transferir para a arbitragem grande parte, talvez 80% ou 90%, dos processos do Judiciário". "Acredito que o Judiciário em si, como instituição, vai ficar como reserva e o cidadão funcionará como parte ativa no processo, resolvendo sues próprios problemas", diz.

Especialista na área trabalhista, o desembargador de Minas Gerais afirmou que o governo brasileiro gasta anualmente R$ 12 bilhões para manter a Justiça do Trabalho que, segundo ele, é arcaica, rígida, antifuncional e deveria ser desativada. "Eu defendo o fim da Justiça do Trabalho, e não porque ela seja ineficiente, mas porque já cumpriu muito bem o seu papel na história", apontou Silva. Segundo ele, a época agora é outra. "Afinal, o que agrega à Nação uma demanda trabalhista demorar dez anos para terminar? Isso não é bom para o reclamante, não é bom para o reclamado e muito menos para o País", disse ele. E acrescenta: "A Justiça do Trabalho está desatualizada pelo excesso de serviço e pela falta de modernização do seu processo".

O desembargador garante que o Judiciário não funciona em nenhum lugar do mundo porque a população não participa das decisões. Ele salientou que o Poder deveria delegar autoridade jurisdicional ao cidadão. "Os tribunais superiores são políticos e jurídicos. O Supremo Tribunal Federal decide sobre constitucionalidade, pena de morte, ética. Enfim, o Supremo dá decisões políticas que repercutem em toda a sociedade. Ora, um tribunal que decide sobre temas políticos que interessam a toda sociedade deveria ser escolhido pelo povo".

Outro lado

Já a desembargadora federal do trabalho de São Paulo, Regina Maria Vasconcelos Dubugras, defende uma conciliação qualificada entre o Judiciário e os meios extrajudiciais, visando ao bem da sociedade. "Eu acredito num sistema complementar, cooperativo, onde o Judiciário recebe e ajuda a aperfeiçoar os sistemas de soluções alternativos, através do controle da legalidade", afirmou a desembargadora. Segundo ela, o Judiciário não precisaria temer uma mudança, porque o controle da legalidade e a execução forçada dos acordos e das decisões pertencem a ele. "O Judiciário poderia assim controlar este sistema, que seria mais aberto, amplo. E manter sua função precípua".

A magistrada acredita que a mediação e os outros meios de resolução dos conflitos deveriam se tornar profissões, porque já possuem uma importância elevada e uma eficácia comprovada diante da população. "Eu acho que os mediadores devem ser formados em faculdades de Direito, ter cursos extensivos, fazer uma pós-graduação de qualidade e deveria haver um estágio supervisionado por um órgão público compartilhado por várias instituições para que o profissional possa receber a titulação de mediador", destaca.

Desembargadores discordam dos métodos extrajudiciais de resolução (como arbitragem, mediação e conciliação). Uma ala considera que esses métodos vão substituir aos poucos o Judiciário, enquanto outros consideram a tese absurda. O Conselho Nacional das Instituições de Mediação e Arbitragem (Conima) prevê que a demanda por estes métodos crescerá 10% ao ano.

Fonte: DCI - SP
 
Guia de TI para pequenas empresas PDF Imprimir E-mail
Serviços de computação em nuvem geram um modelo eficiente que pode expandir as infraestruturas existentes

Os recentes avanços tecnológicos tornaram o aumento da eficiência corporativa primordial.

Atualmente, a Tecnologia da Informação (TI) pode ajudar os executivos a tirar proveito da virtualização, da gestão da mobilidade, da otimização dos sistemas de armazenamento, dos serviços de computação em nuvem e da gestão automatizada, por exemplo.

Aumentar a eficiência da empresa não precisa ser complicado.

Veja a seguir o que pode ser feito.

Virtualização: Estabeleça uma Estrutura Operacional

Não é segredo nenhum que as tecnologias de virtualização podem aumentar a eficiência e reduzir custos devido à queda da quantidade de equipamentos, o que diminui muito o espaço ocupado, o consumo de energia e as necessidades administrativas para gestão de um centro de dados.

Ao mesmo tempo, a virtualização racionaliza as atividades de instalação, provisionamento, planejamento da capacidade, utilização de recursos, segurança e gestão de sistemas. Infelizmente, muitos executivos de TI acabam enfrentando grandes barreiras operacionais que diluem o retorno projetado para este tipo de investimento. A fim de superar estes obstáculos, a fornecedora de TI deve buscar a maneira mais oportuna de operacionalizar as tecnologias de virtualização na instalação.

Gestão da Mobilidade: Simplifique e Centralize

Um grande contingente de profissionais trabalha a distância hoje em dia, o que significa que gerir uma empresa da forma tradicional traz desafios à gestão e à segurança dos dados e sistemas remotos.

Distribuir e gerar imagens de laptops pode ser um processo complexo e oneroso. As ferramentas existentes para a gestão de sistemas não foram desenvolvidas para acompanhar e atualizar uma grande combinação de ativos móveis. Além disso, dados confidenciais não podem cair em mãos erradas.

A TI pode ajudar os executivos a fazer estas considerações. É possível, por exemplo, distribuir os sistemas-clientes diretamente ao usuário final - poupando os departamentos de TI do custo e do trabalho de fazer as instalações e produzir as imagens internamente.

Além disso, algumas prestadoras de serviços podem fornecer uma plataforma de sistemas eficiente e econômica, especificamente projetada para atender às necessidades de uma força de trabalho móvel.

Otimização do Armazenamento: Cresça com Flexibilidade e Custo-Benefício

Os orçamentos de TI permanecem inalterados, mas as demandas de armazenamento de dados continuam crescendo em ritmo acelerado. Em consequência, uma grande porcentagem de recursos humanos é utilizada na gestão dos processos de backup e na busca de dados. E, o que é pior, dados desnecessariamente redundantes podem saturar os sistemas e aumentar a complexidade.

Soluções que visam a garantir a disponibilidade, a retenção e a recuperação de dados resultam em arquivamento com custo-benefício e melhora na retenção de registros. Além disso, a TI também permite que pequenas empresas possam tirar proveito de tecnologias avançadas, a exemplo da desduplicação de dados.

Para otimizar o armazenamento, as empresas de tecnologia ainda podem projetar, planejar e implantar uma sólida estratégia de recuperação de desastre com metas para tempo e pontos de recuperação, garantindo a continuidade dos negócios. Estas estratégias são apoiadas em soluções de continuidade de e-mails, serviços de virtualização para recuperação de desastre, ofertas gerenciadas de backup, assim como por um inovador serviço de gestão de crises e de alerta, ajudando as empresas a se comunicar com seus funcionários durante a crise.

Serviços em Nuvem: Libere sua Equipe de TI para Projetos Estratégicos

Os sistemas tradicionais podem ser difíceis de gerenciar e dificultar a expansão - uma grande desvantagem, já que hoje em dia as equipes de TI precisam fazer mais com menos. Os serviços de computação em nuvem proporcionam um modelo eficiente que pode expandir as infraestruturas existentes, conferindo maior flexibilidade e contribuindo para liberar profissionais de TI para trabalhar em projetos estratégicos, ao invés de na gestão rotineira dos sistemas.

A TI permite às empresas usufruir dos benefícios proporcionados pela computação em nuvem, combinando o poder do software como serviço (SaaS) a uma infraestrutura de suporte e conhecimento especializado. As ofertas de SaaS podem ser implantadas em até um dia, e redimensionadas na medida do necessário. Os custos mensais são previsíveis e as empresas pagam apenas o que utilizam.

Gestão Automática de TI: Racionalize a Manutenção

Os serviços de TI vão além do simples fornecimento de trabalho terceirizado, oferecendo também melhores práticas, ferramentas avançadas e automação. Administrando algumas ou todas as partes do ciclo de TI, as prestadoras de serviços ajudam os executivos a redirecionar os gastos feitos com a manutenção de sistemas a iniciativas estratégicas a fim de focar esforços nas metas organizacionais e do negócio. As empresas compram apenas o que precisam - inclusive os respectivos tipos de suporte, atualização e manutenção.

Em cada uma destas áreas primordiais, o enfoque dado à TI deve ser modular, adaptável e flexível para atender às necessidades dos clientes. A tecnologia pode ajudar as empresas a usufruir de inovações como software SaaS e computação em nuvem.

O resultado é que estes profissionais vão poder comprar os serviços de TI que melhor se ajustem à sua organização: contratos por vários anos, serviços gerenciados pagos conforme consumidos ou consultoria com escopo fixo.
  
Fonte: DCI - SP
 
Sebrae-MG realiza curso para empresas da construção civil PDF Imprimir E-mail
Estão abertas as inscrições para o Programa Certificação na Construção do Sebrae-MG. O objetivo é habilitar as construtoras para implantar a certificação ISO 9000 e o PBQP-H (Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade no Habitat). Inscrições e informações: (31) 3392-7625

A certificação ISO 9000 é um conjunto de normas internacionais que visam padronizar e melhorar a qualidade nas empresas. O PBQP-H é pré-requisito para que as construtoras aprovem projetos e linhas de financiamento em instituições privadas e estatais, como a Caixa. 

As atividades do PBQP-H são voltadas para qualificar projetistas, modernizar a produção, melhorar a qualidade de materiais, aprovar tecnologias, formar e qualificar mão de obra. 

Os gestores das construtoras que participarem do Programa Certificação na Construção vão aprender a elevar a produtividade, aumentar a qualidade das construções e ampliar a confiança das construtoras com agentes financiadores e consumidores. 

Programa Certificação na Construção
Início: agosto/2010
Informações e inscrições: (31) 3392-7625
 
Fonte: Assessoria de Imprensa do Sebrae-MG - em 27/07/2010
 
Novas soluções de NF-e PDF Imprimir E-mail
Com a obrigatoriedade imposta pela Receita Federal aos diversos segmentos da economia de passarem a emitir notas fiscais eletrônicas (NF-e), cresce a oferta de soluções e serviços para facilitar o processo aos profissionais de gestão e contadores dessas indústrias, atacados, varejistas, pequenas e médias empresas. Algumas ferramentas vão além, e permitem ao usuário verificar a incidência do tributo correto a ser pago sobre as mercadorias e acompanhem as mudanças da legislação tributária antes da emissão das NF-e. 
A Lumen IT e a FISCOSoft, dedicadas a soluções fiscais, estão lançando a AudiTax, uma solução que visa a segurança tributária para NF-e. Por ela, a empresa faz essa checagem de todos os tributos existentes, calcula o valor devido conforme a legislação estadual ou federal, antes de a nota ser emitida para as secretarias de Fazenda.

 Segundo Werner Dietschi, diretor da Lumen IT, a reclamação mais comum dos executivos é a falta de condições para as equipes fiscais acompanharem as mudanças na legislação tributária. "São 15 mil novas regras criadas por ano", diz ele, o que torna quase impossível a uma empresa manter-se atualizada. E é para isso que serve o AudiTax, um software que é um verdadeiro banco de dados com as regras tributárias  válidas para São Paulo e Rio de Janeiro, por enquanto.

 O programa não fica instalado na máquina do usuário, é acessado como serviço (SaaS) pela web, pois está armazenado nos servidores da FISCOSoft, especializada em informativos fiscais e atualização da legislação. Dietschi explica que ao contratar o serviço de validação, o cliente vai submeter a NF-e ao banco de dados AudiTax antes de mandar o arquivo da nota para a SeFaz. Se houver alguma irregularidade com o arquivo, o sistema encontra o erro e indica o imposto certo para a mercadoria e a alíquota a ser paga. A empresa pode optar por continuar a operação assim mesmo, para corrigir o erro posteriormente, ou cancelar no ato e reparar a nota. Como as consultas são feitas online, todo esse processo é feito em tempo real.

"Existem muitas combinações de tributação, dependendo do tipo de mercadoria, do Estado em que a empresa se encontra, se é privada, estatal ou governo, para quem ela está vendendo, se o produto tem regime especial (benefício) etc", esclarece Dietschi.  O AudiTax abrange o ICMS, IPI, PIS, COFINS e Imposto de Importação e, em breve, terá regras de outros estados fora do Rio e São Paulo. O usuário paga

R$ 0,50 por nota fiscal validada, mas esse preço cai se o número de documentos aumentar.

Outra ferramenta para empresas que estão entrando na era eletrônica é a NotaSoft, da Dzyon S.A, que desenvolve programas de gestão e armazenamento digital. A solução  é gratuita e voltada para empresas de pequeno e médio porte. Basta o cliente se cadastrar no site (www.notasoft.com.br ), receber uma senha, com a qual acessa o software, para digitar ou importar os dados da NF (CNPJ, para quem vendeu, tipo de produto, valores).

"O software faz a assinatura digital do documento, transmite para a SeFaz, retornando para o cliente um protocolo de autorização (ou rejeição) e permitindo o trânsito da mercadoria," explica a CEO da Dzyon, Francine Nonaka. O usuário ainda recebe um e-mail com a NF-e anexada. Segundo Nonaka, uma versão futura da ferramenta incluirá o calculo automático da alíquota da mercadoria.

A Dzyon também oferece um serviço de armazenamento desses documentos fiscais em seu data center, com filtros que facilitam a consulta online das NF-e por data, CNPJ, cliente, etc. dependendo de como o usuário configurar, já que esses arquivos precisam ser guardados por cinco anos. Mas esse serviço é pago. Um pacote de mil notas fiscais sai por R$ 590.  
 
Fonte: Diário do Comércio 
 
Consultoria nas micros, pequenas e médias empresas – Quebrando paradigmas PDF Imprimir E-mail
Quando uma nova empresa é criada no mercado, seja ela de qualquer tamanho, estrutura ou característica, sempre surgem com ela expectativas de crescimento e desenvolvimento e o seu criador tem sempre a esperança de que ela se torne uma grande empresa.

Mas estas empresas possuem um ciclo de vida, podendo ser este, bastante longo ou curto, dependendo de como o empresário consegue administrá-la diante da acirrada competição que hoje comanda qualquer mercado em que esteja inserida.

Diante desta competitividade as empresas são influenciadas por fatores ambientais e macroeconômicos, os quais as forçam buscar alternativas que lhes proporcionem qualidade e produtividade. Assim, a mudança ou uma boa estrutura organizacional tem sido uma das opções de que se devem valer os pequenos empresários. E esse processo de mudança ou de uma nova estrutura tem origem nas idéias e em um bom planejamento estratégico. 

E aí deve entrar a figura do consultor. Mas por que precisam estas empresas de consultores? Porque são os consultores que conseguem diagnosticar as falhas que impedem ou comprometem os lucros e o crescimento das mesmas. Um consultor consegue enxergar, analisar e apontar soluções para os problemas em qualquer área envolvida no processo produtivo, como também nas áreas administrativa, financeira, comercial, marketing e recursos humanos. 

O que normalmente acontece é que as micros, pequenas e médias empresas acham que pelo seu porte, não necessitam desta consultoria, ou ainda acham que consultoria é para as grandes empresas. Precisamos quebrar este paradigma, pois se uma grande empresa que geralmente já é bem assistida por profissionais bem preparados necessita de orientações de consultores, imaginem uma empresa pequena, que simplesmente, quase sempre é dirigida ou administrada pelo próprio dono o qual muitas vezes não tem o preparo adequado para tal.

Outro paradigma a ser quebrado é de que a pequena empresa não tem recurso financeiro para contratar uma consultoria. Primeiro o pequeno empresário deve encarar este desembolso, não como um custo e sim como um investimento que trará retornos, como a certeza da continuidade do seu negócio, melhor lucratividade e maior chance de crescer no mercado. Podemos ainda enfatizar que hoje existem consultorias direcionadas especialmente para as micros, pequenas e médias empresas, com preços extremamente compatíveis com os seus respectivos portes.

E por fim os pequenos empresários devem se conscientizar de que sem um bom planejamento estratégico e sem uma boa administração voltada a competitividade, estarão fadados ao fracasso, como hoje já ocorre com boa parte das pequenas que não conseguem ter duração além de três anos. 
 
Fonte: Fátima Cruz 

 
Supremo avança na informatização PDF Imprimir E-mail
Com o objetivo de se tornar totalmente eletrônico, num futuro próximo, o Supremo Tribunal Federal (STF) vai ampliar a lista de ações que só serão aceitas pela internet. A partir de 1º de agosto, os advogados terão de obter certificação digital caso queiram ingressar na Corte com ações cautelares e rescisórias, mandados de segurança e de injunção e as suspensões de liminar, de tutela antecipada e de segurança.

Os habeas corpus também só serão aceitos em meio eletrônico, com exceção daqueles escritos por presos de dentro dos presídios. "É algo que temos de admitir", disse o presidente do Supremo, ministro Cezar Peluso. "Recebemos uma infinidade de cartas em vários tipos de papel, das quais muitas têm sentido de habeas corpus e o STF recebe como tal."

Para o ministro, o projeto de informatização - o e-STF - ajuda a recuperar o prestígio do Judiciário. "Hoje, somos criticados porque o STF atrasa", reconheceu Peluso. "Ele atrasa por várias razões. Algumas não dependem de nós, mas há ações que podemos adotar, como o processo eletrônico."

Hoje, 60% do trabalho do Supremo é lidar com papel. O tribunal faz, em média, 707 deslocamentos diários de processos em papel, com carrinhos manuais e eletrônicos. São 943 juntadas de folhas por dia - trabalho que é feito por uma equipe de costureiras. Elas custam R$ 138 mil por ano. Apenas com uma classe processual - os agravos de instrumento -, o STF gasta R$ 151 mil por ano em correspondências, já que mais da metade desses processos acaba voltando aos tribunais de origem. São mais R$ 48,7 mil em capas e etiquetas. E R$ 115 mil em papel.

No segundo semestre, o STF pretende incluir os agravos de instrumento na lista das ações que só serão aceitas pela internet. Como eles representam 60% do total de processos do tribunal, a expectativa é que, uma vez eletrônicos, eles darão à Corte mais tempo, inclusive para julgar as grandes questões nacionais.

"Os grandes casos são estudados menos do que deveriam", ponderou Peluso. "Não se tem tempo. Há um acervo 'inquantificável' de processos." Para o ministro, o e-STF é uma ferramenta que vai gerar a redução dos processos no futuro e, com isso, permitir uma "situação de maior liberdade, de maior tranquilidade, de não agir sob pressão".

Peluso citou pesquisa que indica que 43% das pessoas que recorrem ao Judiciário ficam satisfeitas com os resultados dos processos. Como é quase a metade, ele concluiu que o índice de credibilidade da Justiça é alto. "A outra metade são os que perdem", resumiu. Mas o problema está no tempo do processo e essa lentidão se dá fundamentalmente em papel. "As pessoas acham que a Justiça funciona quanto aos resultados, mas não com relação à duração. Com relação à vida do processo, o resultado é péssimo."

Do ponto de vista dos advogados, o e-STF vai tornar mais igualitário o acesso ao tribunal. Hoje, os escritórios têm que pagar viagens a Brasília ou manter correspondentes na capital sempre que precisam recorrer ao Supremo. Essa exigência vai ser abolida. "A premissa é que todos tenham a possibilidade de recorrer ao STF", definiu Peluso. "Quando as pessoas se acostumarem com isso, será bom para todo o mundo. O advogado vai entrar em seu escritório, ligar o computador e entrar dentro do processo. Isso é o máximo."

O Supremo começou a aceitar ações eletrônicas em novembro de 2007, com recursos extraordinários. Um mês depois, o tribunal recebeu a primeira ação direta de inconstitucionalidade (Adin) pela internet. Um novo passo foi dado em 1º de fevereiro deste ano, quando o tribunal tornou obrigatório o uso da rede para Adins, reclamações, ações diretas de inconstitucionalidade por omissão, ações declaratórias de constitucionalidade, arguições de descumprimento de preceito fundamental e propostas de súmula vinculante.

Desde então, aumentou o número de processos eletrônicos em cada uma dessas classes processuais. Os recursos extraordinários representam a metade dos processos informatizados no STF. São 1266 em formato eletrônico, ante a 28 mil em papel. Algumas classes processuais, no entanto, ainda permanecem em papel, como ações penais, denúncias e inquéritos. Mas o STF pretende ampliar a lista atual, na expectativa de se tornar mais rápido, simples e moderno. Ou como definiu Peluso, "um espaço de relações virtuais".
 
Fonte: Valor Econômico
 
Escritórios de contabilidade reforçam área de terceirização PDF Imprimir E-mail
A profissionalização da gestão gerada pelas novas demandas contábeis está ampliando os negócios dos escritórios de terceirização de serviços contábeis (outsourcing) e deconsultoria tributária à tecnologia da informação. É o que relatam a BDO Brasil e a Confirp Consultoria Contábil.

De olho nas empresas interessadas em melhorar a qualidade de suas apresentações contábeis e reduzir erros decorrentes da informatização do processo, a BDO acaba de abrir no Brasil uma subsidiária voltada à terceirização de serviços contábeis (outsourcing), com a expectativa de que a área represente 5% do faturamento da companhia, que em 2009 foi de R$ 103 milhões no País. "Por conta da adequação ao novo padrão contábil e do Sped, as empresas estão buscando migrar o perfil dos provedores de outsourcing, de uma visão do escritório clássico de contabilidade para umatendimento mais proativo", analisa Marcio Peppe, sócio da BDO Serviços Contábeis.

O executivo também crê na demanda das empresas que buscam financiamento no exterior e precisam apresentar demonstrações contábeis no padrão internacional e em mais de um idioma. "Um cliente pequeno pode precisar de uma demonstração contábil no padrão internacional e, por não conseguir fazer isso sozinho, pode buscar a terceirização", exemplifica.

Até o ano passado, a empresa atuava nessa área apenas de forma reativa, atendendo operações estrangeiras com pequenas filiais no país. Com a nova unidade, a BDO passará a prospectar clientes. "A partir de julho desse ano, nossa atividade será focada ao atendimento a clientes nacionais. Para isso estamos inaugurando um novo escritório, no centro de São Paulo, que será o 16º da BDO no Brasil, e teremos uma equipe própria de 75 pessoas", detalha. A área prestará serviços de terceirização da contabilidade fiscal e tributária, da folha de pagamento e de gestão administrativa de conta corrente da empresa. Por uma restrição legal do setor, a unidade não poderá atender empresas que são clientes de auditoria da BDO.

Certificações

A Confirp Contabilidade está avançando nas áreas de outsourcing e de consultoria contábil a departamentos de tecnologia da informação dos clientes que estão implantando sistemas de gestão como ERP, SAP, Microsiga e outros. De acordo com o diretor executivo do escritório, Richard Domingo, as duas áreas ganharam força nos últimos dois anos e esse ano devem representar 11% do faturamento da empresa, que esse ano deve atingir R$ 14,2 milhões, 10% mais que em 2009.

Até o fim do ano, a empresa espera adicionar 55 novas clientes da área de outsourcing à sua carteira com mil clientes ativos, que representam 10% dos 550 clientes que operam esses sistemas. "São empresas com sistema ERP ou com uma plataforma de TI que permite ter um sistema de gestão."

Para atender essa crescente demanda, a empresa tem ampliado investimentos em tecnologia. "O que está mudando é o nosso investimento em tecnologia, que este ano está 50% maior que em 2009, devido à necessidade de acompanhar as exigências fiscais. O investimento é em máquinas, software, plataforma profissional, desenvolvimento próprio e de terceiros, computadores e atualização de parque de máquinas, visando obter melhoria de processos e aumentar a eficiência na produção", explica.

Nos últimos dois anos, a participação da área de tecnologia da informação no quadro de colaboradores aumentou de 4,2% para 8%. A empresa tem 250 funcionários. "A participação dobrou. E é uma tendência que existam mais colaboradores nessa área e menos colaboradores operacionais por conta informatização do sistema contábil e fiscal."

Os investimentos resultaram na ampliação dos serviços do escritório, que criou a área de consultoria corporativa, e em um ano atingiu a média de 20 projetos atendidos por mês. "É área paralela à contabilidade fiscal, que possui profissionais para dar apoio contábil e fiscal à implantação de sistemas, como o ERP. Com o aumento da demanda, por conta da busca das empresas por informatização, das obrigações acessórias, como o Sped, houve aumento abruto dessa área, que só tende a crescer."

A busca por informações e as novas demandas contábeis resultaram em um crescimento de 14% nos negócios da Apress Consultoria Contábil em relação ao primeiro semestre de 2009. "Este ano a expectativa é de crescimento por informação. Além do conhecimento técnico, é necessário ajudar a solucionar o problema" , ressalta Priscila Lima, executiva da empresa.

Sescon

No setor, o Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas no Estado de São Paulo (Sescon) realiza, de 11 a 13 de agosto, a 22ª edição do Encontro das Empresas de Serviços Contábeis do Estado de São Paulo (Eescon), no Campos do Jordão Convention Center, em Campos de Jordão, em São Paulo.
 
Fonte: DCI 
 
Como a tecnologia pode ajudar os contribuintes PDF Imprimir E-mail

Sou fã incondicional das novas tecnologias, especialmente pelos microcomputadores, tendo iniciado minha experiência na década de 80, com o pequeno TK 85, da extinta Microdigital.

A evolução dos hardwares é extremamente visível e graças a esta evolução os softwares puderam ser construídos de forma cada vez mais complexa, permitindo verdadeiras façanhas que no passado eram inimagináveis.

No comércio exterior sempre pensamos nos softwares como inimigos dos importadores e, se não inimigos, espiões duplos, como o Siscomex que, ao mesmo tempo em que agiliza a confecção da declaração de importação, arma verdadeiras armadilhas quando se erra, por exemplo, uma classificação ou alíquota.

Maiores inimigos, então, o sistema Ambiente de Registro e Rastreamento da Atuação dos Intervenientes Aduaneiros (Radar) e o Projeto Harpia, este último criado pela Receita para combater a sonegação fiscal no país. É certo que estes são sistemas para caçar os “delinquentes aduaneiros”, mas algumas vezes inocentes são atingidos por ricochete.

A verdade é que longe destes dois “Grandes Irmãos” foram criados também softwares do bem por empresas privadas preocupadas em auxiliar os importadores.

Bons exemplos são os sistemas criados para gestão de despachos aduaneiros, de agenciamento de frete internacional, de controle de despachos em Linha Azul e, o que mais me impressionou, um sistema criado para gerar a planilha do Ato Declaratório Executivo Coana nº 19, de 24 de dezembro de 2008, que tive a oportunidade de conhecer recentemente.

O ADE 19/2008 foi publicado para regulamentar os pedidos de retificação de declaração de importação em quantidades iguais ou superiores a 100, ou protocolados por empresas em processo de habilitação ou já habilitadas no Despacho Aduaneiro Expresso (Linha Azul).

Este sistema foi criado por uma empresa da região de Campinas, e faz — no máximo em sete dias — um trabalho que pode levar mais de seis meses para ser executado, especialmente por empresas habilitadas ou em processo de habilitação na Linha Azul.

Funciona basicamente extraindo dados diretamente do Siscomex em poucas horas, com posterior migração dos dados para a planilha oficial do ADE 19/2008, recalculando automaticamente os débitos, com geração de DARF´s para pagamento por adição, permitindo uma denúncia espontânea perfeita e sem erros humanos.

No entanto, a parte do sistema que mais favorece os importadores é que, embora ele levante os débitos resultantes de erros nas declarações, apura créditos em favor dos importadores, os quais poderão ser levantados mediantes compensação ou restituição.

Em um dos casos, o software levantou um crédito em favor de uma empresa multinacional de R$ 3 milhões. Este diferencial de se apurar créditos em favor dos importadores é que tornou este software o meu preferido, porque os contribuintes estão acostumados a pagar tributos quase que diariamente, mas não se lembram que em alguns casos possuem créditos a recuperar, e este sistema faz esta análise rapidamente e com precisão.

É disso que os contribuintes precisam: de empresas que desenvolvam sistemas que os ajudem a trabalhar com a Receita Federal de forma correta e lutar por seus direitos com igualdade de força.

Fonte: Conjur 

 
A cada 26 minutos, Receita Federal cria nova regra PDF Imprimir E-mail

Quantidade e complexidade de determinações fiscais e tributárias do governo estimula mercado de softwares.

Carolina Pereira   ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
28/06/10 08:27
 

A Lumen IT, empresa nacional de tecnologia que há 11 anos desenvolve software fiscal e tributário, viu sua receita crescer 70% no ano passado por conta, principalmente, de sistemas e consultoria relacionados ao Sped (Sistema Público de Escrituração Digital) fiscal, que obriga empresas a transmitirem dados para a Receita em formato digital.

Agora a companhia, presidida por Werner Dietschi, precisa se reinventar para continuar crescendo depois da demanda relacionada à regulamentação ter atingido o topo.

Com a maioria das empresas adaptadas ao Sped, quais são os focos da companhia em 2010?

 

O Sped fiscal, que é um verdadeiro Big Brother do fisco, hoje serve de exemplo para outros países, e por isso estamos vendo oportunidades de internacionalização. A Argentina deve implementar um sistema similar neste ano, o que pode abrir um novo mercado para a empresa.

E o que a empresa planeja para o mercado brasileiro?

 

Desenvolvemos um novo software capaz de verificar um ban_co de dados composto por mais de 100 mil regras publicadas pelas áreas fiscais e tributárias do governo.

Para se ter uma ideia, a cada 26 minutos uma nova regra desse tipo é divulgada pela Receita, segundo cálculos feitos a partir de publicações no Diário Oficial, o que torna impossível ao departamento fiscal de uma empresa acompanhar as mudanças.

A demanda por consultoria foi maior no ano passado, e neste ano queremos aumentar a receita vinda de serviços.

Com novos softwares e fortalecendo essa área, queremos crescer 25% em 2010.

Fonte: Brasil Economico 

 
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